Auxílio-acidente: como é calculado o valor e por que ele não é vitalício
Se você ficou com sequela após um acidente e sua capacidade para o trabalho habitual diminuiu, o auxílio-acidente pode ser pago como uma indenização, mesmo que você continue trabalhando. Entenda como o valor é calculado, por quanto tempo pode ser pago e por que existe confusão sobre ele ser vitalício.
Quando o auxílio-acidente costuma aparecer na sua vida
Você se machucou, tratou, voltou à rotina, mas ficou com uma sequela que atrapalha o seu trabalho de sempre. A dúvida mais comum, depois do pedido, é entender se esse pagamento entra como um valor fixo e por quanto tempo ele pode continuar.
O auxílio-acidente é concedido como indenização após a consolidação de lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, quando resultarem sequelas que reduzam a capacidade para o trabalho habitual. Ele não exige incapacidade total e pode acumular com o salário.
Como o valor do auxílio-acidente é calculado
O auxílio-acidente corresponde a 50% do salário-de-benefício.
Na prática, isso significa que o valor mensal do auxílio-acidente é uma parte do salário-de-benefício, e essa parte é 50%.
Se o resultado que aparece para você parece baixo, o ponto central costuma ser entender qual foi o salário usado como base. Isso ajuda a comparar o que você esperava com o que foi calculado.
Até quando o auxílio-acidente é pago
O auxílio-acidente é devido até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até o óbito do segurado.
Ele não é vitalício. Existe um mito por causa de uma redação antiga que dizia que era mensal e vitalício, mas essa redação foi substituída.
Valores de referência que podem ajudar você a se localizar
Em 2026, o piso é R$ 1.621,00 e o teto é R$ 8.475,55.
Também em 2026, o salário mínimo é R$ 1.621,00.
Esses números não dizem, sozinhos, qual vai ser o seu valor. Eles servem para você identificar se está olhando para uma referência comum ou para um valor que não combina com a base do seu histórico.
O que você pode organizar antes de conversar com um advogado
Quando você já tem laudos, exames e registros do tratamento, fica mais fácil mostrar o que ficou de sequela e como isso afeta seu trabalho de sempre. Guarde também a comunicação do INSS, inclusive se veio como pedido negado.
Se você ainda está confuso com o valor calculado, tente separar o que é número e o que é motivo. Um lado é o valor que apareceu; o outro é o tipo de sequela e como ela impacta sua rotina.
Fontes conferidas
- Lei 8.213/1991 (abre o texto oficial em nova aba), art. 86 — conferido em
- Lei 8.213/1991 (abre o texto oficial em nova aba), art. 86 § 1 — conferido em
- Portaria Interministerial MPS/MF 13/2026 (abre o texto oficial em nova aba), art. 2 — conferido em
- Decreto 12.797/2025 (abre o texto oficial em nova aba), art. 1 — conferido em
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