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CadÚnico e renda familiar no BPC: quem entra na conta e como entender o limite

Quando você atualiza o CadÚnico e vai pedir o BPC, a dúvida mais comum é quem entra na família e como a renda é usada para chegar na renda por pessoa. Aqui você entende quem é contado, o limite principal da renda por pessoa e o que pode acontecer quando a renda fica um pouco acima do limite.

Por Vitor Campos Silveira — OAB/BA 51.736Atualizado em

Quando o CadÚnico vira a conta da renda por pessoa

Se você está tentando o BPC, é normal travar na pergunta: quem entra na sua família no CadÚnico e como isso vira a renda por pessoa que aparece na análise.

Para o BPC, a família considerada é um grupo fechado e só inclui quem vive sob o mesmo teto: você, seu cônjuge ou companheiro, seus pais e, se faltar um deles, madrasta ou padrasto, além de irmãos solteiros, filhos e enteados solteiros e menores tutelados.

Se um filho é casado e mora junto, ele não entra nesse grupo do BPC. E se um parente não mora sob o mesmo teto, ele também não entra.

Diagrama das duas portas de entrada do BPC — 65 anos ou deficiência — e o limite de renda de um quarto do salário mínimo por pessoa da casa
Exemplo visual de quem costuma ser contado como parte da família no mesmo endereço.

O limite de renda por pessoa que o BPC usa

O critério de renda do BPC considera a renda familiar mensal por pessoa igual ou inferior a 1/4 do salário-mínimo.

A regra fala em renda por pessoa igual ou inferior ao limite. Então, se a conta fechar exatamente no limite de 1/4 do salário-mínimo, a redação vigente considera dentro do critério.

Na prática, isso significa que o que mais muda sua conta é quem mora com você e é contado nesse grupo. Um nome a mais ou a menos pode mudar o valor por pessoa.

Lista ilustrada do que separar antes de pedir
Quadro simples para você visualizar como a renda é dividida entre as pessoas do mesmo endereço.

Quando a renda fica um pouco acima

A lei permite que o regulamento amplie o limite de renda por pessoa do BPC até 1/2 salário-mínimo, observados aspectos previstos para essa avaliação.

Essa ampliação não é automática. Ela depende do que o regulamento prevê e do tipo de avaliação aplicada ao caso.

Nessa avaliação de vulnerabilidade, a lei manda considerar fatores como o grau da deficiência, a dependência de terceiros para atividades básicas do dia a dia e o quanto do orçamento familiar fica comprometido exclusivamente com gastos médicos, tratamentos, fraldas, alimentos especiais e medicamentos não fornecidos pelo SUS.

Diagrama do caminho depois de um pedido negado
Lista do que costuma pesar quando a família tem gastos de saúde contínuos.

Fontes conferidas

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