Pensão por morte no INSS: prazo para pedir e o que acontece se você pedir depois
Perdeu alguém da família e precisa pedir pensão por morte? O momento em que você faz o pedido pode mudar a data em que o pagamento começa. Em alguns casos, pedir depois faz você perder valores atrasados, mas não significa perder o benefício. Entenda como funcionam os prazos e o que costuma fazer diferença na prática.
Quando você pede, isso muda a data em que o pagamento começa
Depois de uma perda, é comum ficar sem saber por onde começar. Mesmo assim, o momento em que você faz o pedido pode mudar quanto você recebe no início.
A pensão por morte é devida desde o óbito quando o pedido é feito em até 180 dias pelos filhos menores de 16 anos, ou em até 90 dias pelos demais dependentes.
Se você pede depois desses prazos, a pensão por morte é devida a partir da data do requerimento. Você perde o retroativo, mas não perde o direito ao benefício.
Requerida depois do prazo do inciso I, a pensão por morte é devida a partir da data do requerimento. A mudança é no retroativo, não no direito ao benefício.
Na prática, isso costuma significar que o INSS pode começar a pagar só dali em diante, sem incluir valores desde a data da morte. Por isso, organizar papéis e comprovantes desde cedo evita retrabalho.
Se a união era recente, isso pode encurtar o tempo do pagamento
Casamento ou união com menos de 2 anos antes do óbito não tira o direito à pensão: encurta a duração. A cota do cônjuge ou companheiro cessa em 4 meses se o óbito ocorrer sem 18 contribuições mensais do segurado, ou se a união começou há menos de 2 anos.
Quando a união começou há menos de 2 anos, ou quando não houve 18 contribuições mensais do segurado, a regra pode encurtar a duração e levar à cessação em 4 meses.
Isso costuma aparecer quando você está tentando entender por que o sistema mostra um período curto de pagamento. Ajuda separar documentos que contem a história da vida em comum, com informações coerentes.
Se o óbito decorreu de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho, os prazos por idade valem independentemente das 18 contribuições e dos 2 anos de casamento ou união.
Cuidado com erros que podem virar problema mais adiante
O cônjuge ou companheiro perde a pensão por morte se ficar comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização deles com o fim exclusivo de constituir benefício, apuradas em processo judicial com contraditório e ampla defesa.
Se houver simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou formalização com o fim exclusivo de constituir benefício, a pensão pode ser perdida, se isso for apurado em processo judicial com contraditório e ampla defesa.
O que você pode fazer agora, de forma prática
Separe documentos pessoais, certidões e tudo o que mostre o vínculo com quem faleceu. Se surgir dúvida no andamento, anote o que foi pedido e o que ficou pendente, para você não se perder no caminho.
Fontes conferidas
- Lei 8.213/1991 (abre o texto oficial em nova aba), art. 74 I — conferido em
- Lei 8.213/1991 (abre o texto oficial em nova aba), art. 74 II — conferido em
- Lei 8.213/1991 (abre o texto oficial em nova aba), art. 77 § 2 V b — conferido em
- Lei 8.213/1991 (abre o texto oficial em nova aba), art. 77 § 2-A — conferido em
- Lei 8.213/1991 (abre o texto oficial em nova aba), art. 74 § 2 — conferido em
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