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Perícia do INSS no auxílio por incapacidade temporária: o que precisa ficar claro

Se você está doente ou se machucou e precisa passar pela perícia do INSS, é comum bater a dúvida sobre o que realmente precisa aparecer nos documentos e no seu relato. Entenda, de forma prática, o que a lei considera para o auxílio por incapacidade temporária, quando a duração do afastamento pesa, e como fica a situação de doença que já existia antes de você entrar no INSS.

Por Vitor Campos Silveira — OAB/BA 51.736Atualizado em

O que a perícia precisa enxergar na sua rotina de trabalho

Na prática, a perícia costuma girar em torno de uma pergunta simples: do jeito que você está hoje, dá para fazer as tarefas do seu trabalho com segurança e regularidade, ou não dá.

O auxílio por incapacidade temporária é devido a quem fica incapacitado para o próprio trabalho por mais de 15 dias consecutivos, cumprida a carência quando exigida.

Por isso, o que mais ajuda é você conseguir mostrar, com clareza, quais atividades do seu trabalho ficam impedidas e como a doença ou lesão atrapalha essas tarefas no dia a dia.

Lista ilustrada do que separar antes de pedir
Exemplo de documentos que costumam ajudar a contar sua história de saúde e trabalho.

Quando o tempo do afastamento faz diferença

A lei liga esse benefício à incapacidade para o seu próprio trabalho por mais de 15 dias consecutivos.

Se o seu caso envolve idas e vindas, piora em certos períodos ou dificuldade de manter a rotina, vale organizar as informações para não ficar uma história confusa na hora de explicar.

Linha do tempo do afastamento: os 15 primeiros dias são pagos pela empresa e depois é o INSS que paga
Um quadro simples pode ajudar a visualizar como os acontecimentos se encadeiam.

Doença que já existia antes de entrar no INSS

Doença preexistente à filiação não dá direito ao benefício, exceto quando a incapacidade sobrevier por progressão ou agravamento da doença.

Se a doença já existia quando você entrou no INSS, o ponto decisivo é se a incapacidade apareceu depois por progressão ou agravamento.

Isso costuma virar dúvida quando você já tinha sintomas antes, mas só depois a situação ficou séria a ponto de impedir o trabalho. Nesses casos, o que importa é conseguir demonstrar o momento em que a incapacidade apareceu de fato.

A exceção existe quando a incapacidade aparece por progressão ou agravamento da doença.

O que você pode fazer antes de ir à perícia

Leve seus documentos médicos organizados e pense antes em como explicar seu trabalho e suas limitações, sem exagero e sem minimizar. Uma explicação simples e coerente costuma ser mais útil do que muitos detalhes soltos.

Ilustração da tela do Meu INSS com a opção do benefício em destaque
Caminhos comuns para acompanhar o andamento do seu pedido e saber o próximo passo.

Atenção com valores que aparecem em mensagens e simuladores

Em 2026, o piso do RGPS é R$ 1.621,00 e o teto do salário de benefício e do salário de contribuição é R$ 8.475,55.

Se você estiver olhando valores de 2026, o piso é R$ 1.621,00 e o teto é R$ 8.475,55.

Se você viu algum valor em tela ou em comunicação do INSS, vale conferir se aquilo é só uma estimativa e se o cálculo está usando os parâmetros do ano correto.

Fontes conferidas

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Com DDD

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