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Revisão de pensão por morte: o que a lei exige e quando vale pedir correção

Se você já recebe pensão por morte ou teve o pedido negado, a revisão costuma começar por pontos bem objetivos: a data em que o pagamento deveria ter começado, as regras de duração para cônjuge ou companheiro e situações em que a pensão pode ser cortada por fraude. Entenda o que a lei exige e quais sinais pedem atenção.

Por Vitor Campos Silveira — OAB/BA 51.736Atualizado em

Quando a revisão faz sentido no seu dia a dia

Se você recebe a pensão e percebe que o começo do pagamento não bate com o que aconteceu na época, vale entender primeiro como a lei marca essa data.

Quando a pensão por morte é pedida dentro de noventa dias, para quem não é filho menor de dezesseis anos, ela é devida desde o óbito. Para filho menor de dezesseis anos, esse prazo é de cento e oitenta dias.

Linha do tempo do prazo para pedir a pensão por morte: 90 dias para os demais dependentes e 180 dias para os filhos menores de 16 anos, contados do óbito
Linha do tempo com o pedido feito perto do óbito e o início do pagamento.

Se o pedido é feito depois desse prazo, a pensão por morte passa a ser devida a partir da data do requerimento, com perda dos valores retroativos.

Na prática, isso costuma aparecer quando você lembra a data em que pediu e a carta do INSS mostra um começo diferente do que você esperava.

Duração para cônjuge ou companheiro: onde muita gente se confunde

Casamento ou união com menos de dois anos antes do óbito não tira o direito à pensão, mas pode encurtar a duração para o cônjuge ou companheiro.

A cota do cônjuge ou companheiro cessa em quatro meses se o óbito ocorrer sem dezoito contribuições mensais do segurado, ou se a união começou há menos de dois anos.

Lista ilustrada do que separar antes de pedir
Documentos que costumam ser usados para mostrar a união e o histórico do segurado.

Se o óbito decorreu de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho, as limitações ligadas a dezoito contribuições e a dois anos de união não valem.

Esse é um ponto comum em revisão quando o óbito teve relação com acidente ou com o trabalho, mas o benefício foi tratado como se essas travas valessem.

Fraude e simulação: quando a pensão pode ser perdida

O cônjuge ou companheiro perde a pensão por morte se ficar comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização com o fim exclusivo de constituir benefício, apuradas em processo judicial com contraditório e ampla defesa.

Se você viveu a relação de forma real, o cuidado aqui é guardar sinais do dia a dia do casal, porque é isso que costuma diferenciar uma história verdadeira de uma montagem.

Fontes conferidas

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Com DDD

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