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União estável e pensão por morte: o que observar antes de fazer o pedido

Se você vivia em união estável e perdeu seu companheiro ou sua companheira, é comum ficar em dúvida sobre o que pode mudar no pedido de pensão por morte. Em geral, o tempo de união pode afetar a duração do pagamento em alguns casos, e o momento em que você faz o pedido pode mudar a data de início do benefício.

Por Vitor Campos Silveira — OAB/BA 51.736Atualizado em

Quando a união estável muda o tempo de pagamento

Se você vivia como companheiro ou companheira, a pensão por morte costuma ser a principal preocupação depois do óbito. Uma das dúvidas mais comuns é se o tempo de convivência pode atrapalhar o pedido.

Casamento ou união com menos de 2 anos antes do óbito não tira o direito à pensão, mas pode encurtar a duração. A cota do cônjuge ou companheiro cessa em 4 meses se o óbito ocorrer sem 18 contribuições mensais do segurado, ou se a união começou há menos de 2 anos.

Na prática, o tempo de união e o histórico de 18 contribuições do segurado podem influenciar por quanto tempo a cota do companheiro ou da companheira vai ser paga em alguns casos.

Diagrama de quem pode receber a pensão por morte: cônjuge ou companheiro, filho, pai ou mãe e irmão
Quadro para visualizar situações em que o tempo de convivência faz diferença no pagamento.

Quando essa limitação não se aplica

Às vezes o falecimento aconteceu em um contexto específico, e isso muda o que você precisa considerar antes de concluir que o pagamento vai durar pouco.

Se o óbito decorreu de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho, os prazos por idade valem independentemente das 18 contribuições e dos 2 anos de casamento ou união, e a limitação por duração curta não se aplica.

Nessa situação, a análise não fica travada pela falta de 2 anos de casamento ou união, nem pela falta de 18 contribuições do segurado.

Linha do tempo do prazo para pedir a pensão por morte: 90 dias para os demais dependentes e 180 dias para os filhos menores de 16 anos, contados do óbito
Linha do tempo para entender como a data do pedido pode mudar a data de início do pagamento.

A data em que você faz o pedido pode mudar o início do pagamento

Quando você está de luto, é comum não conseguir organizar tudo de imediato. Mesmo assim, entender a data do pedido ajuda você a não perder valores que poderiam ter sido pagos desde o óbito.

A pensão por morte é devida desde o óbito quando requerida em até 180 dias pelos filhos menores de 16 anos, ou em até 90 dias pelos demais dependentes.

Se o pedido for feito depois desses prazos, a pensão por morte é devida a partir da data do requerimento. Nessa situação, perde-se o retroativo, não o direito ao benefício.

Cuidado com união estável usada só para obter benefício

Além do tempo de convivência, existe outro ponto que costuma gerar medo em quem ficou: a suspeita de que a relação não seria reconhecida como verdadeira.

O cônjuge ou companheiro perde a pensão por morte se ficar comprovada, a qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização deles com o fim exclusivo de constituir benefício, apuradas em processo judicial com contraditório e ampla defesa.

Lista ilustrada do que separar antes de pedir
Exemplos de documentos que costumam mostrar a vida em comum.

Fontes conferidas

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